Para responder a esta questão, o WENOVATE e a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) estão desenvolvendo uma pesquisa de abrangência nacional, vinculado ao projeto EDITAL UNIVERSAL 14/2012 – Faixa A – CNPq, Processo nº 478509/2012-0, que é apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Essa pesquisa procura investigar qual é o nível de maturidade da abordagem de Inovação Aberta nas empresas inovadoras do Brasil, visando a validação futura de um instrumento para medição desse nível de maturidade.

Dessa forma, depois que for possível a validação desse instrumento de coleta de dados, será possível que as empresas possuam uma ferramenta para medir em que nível se encontra seu processo de gestão da inovação aberta, proporcionando uma oportunidade para melhorar seus resultados e alcançar um nível mais alto de desempenho.

Por isso sua participação é tão importante. Precisamos conhecer nossa atual realidade para ser possível propor melhorias no nosso jeito de praticar a inovação aberta. Os dados serão tratados com extrema confidencialidade e os resultados serão tratados de forma global, sem identificação dos respondentes. Ao final da pesquisa, todos os respondentes receberão uma cópia do relatório da pesquisa.

Para auxiliar na resposta, seguem três parágrafos que norteiam os conceitos utilizados na pesquisa:

Em linhas gerais, o processo de inovação fechada baliza o conhecimento ao uso interno da empresa (CHESBROUGH, 2003); sugerindo que as empresas foquem na “inovação de dentro”, muitas vezes, sustentada pelos laboratórios e centros de P&D internos (BADAWY, 2011). Quer dizer, muitas empresas, segundo Dewes e Padula (2012), estavam habituadas a tomar decisões dentro dos próprios limites organizacionais, em que o ambiente externo é considerado apenas uma variável exógena ou um lócus no qual cada empresa compete entre si. Entretanto, nos últimos tempos, percebeu-se a diminuição das fronteiras organizacionais, o que reflete na erosão da inovação fechada, com a disponibilidade e mobilidade de capital humano e de recursos e abertura da inovação (CHESBROUGH, 2003).

O termo inovação aberta foi cunhado por Chesbrough (2003). Em sua obra, o autor também destaca esta nova economia ao afirmar que a lógica da inovação aberta está baseada em um contexto de conhecimento abundante, o qual deve ser utilizado prontamente se for para agregar valor à organização que o gerou. Em adição, o conceito de “Inovação Aberta” vem ressaltar que as empresas não fiquem mais focadas aos recursos internos das organizações e que para sua sobrevivência, lancem mão de práticas de inovação que possibilitem a interação com o ambiente externo (FU, 2012).

Há dois tipos de inovação aberta, conforme estudo de Van de Vandre et al. (2009): o aproveitamento da tecnologia e a exploração da tecnologia. O aproveitamento da tecnologia leva a inovação de dentro para fora (HUIZINGH, 2011) e, de acordo com Chesbrough e Crowther (2006), implica em atividades do processo de inovação para alavancar as capacidades tecnológicas existentes para fora dos limites organizacionais. A exploração da tecnologia, no entanto, traz a inovação de fora para dentro (HUIZINGH, 2011) e se refere, segundo Chesbrough e Crowther (2006), às atividades da inovação para capturar e se beneficiar das fontes externas de conhecimento para aumentar os desenvolvimentos tecnológicos atuais.

Preferencialmente, pedimos que o preenchimento seja feito por um executivo (diretor ou gerente) ligado à área de inovação ou equivalente da empresa.

Desde já agradecemos sua participação. Por favor, responda a todas as questões.



O link para a pesquisa e’: https://pt.surveymonkey.net/r/Preview/?sm=0zrOlrmOnLGbXZLh_2BqaY_2B0Ab4Ybq8UVz91dwhPVfqrA_3D

Publicado por Gisele Rocha – Doutoranda da Unifei.

Imagem CC2.0 – https://goo.gl/NIEYYi