Entrevista com Engenheiro Bruno Muswieck – Como é difícil desenvolver produtos eletrônicos no Brasil

//Entrevista com Engenheiro Bruno Muswieck – Como é difícil desenvolver produtos eletrônicos no Brasil

Entrevista com Engenheiro Bruno Muswieck – Como é difícil desenvolver produtos eletrônicos no Brasil

Entrevistei na semana passada Engenheiro Bruno Muswieck, mestre em Engenharia Elétrica e Gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da Eletroeste Tecnologia e Automação, Uruguaiana-RS. Ele falou um pouco nessa entrevista sobre como é difícil desenvolver produtos eletrônicos no Brasil.

Alguns dos tópicos abordados nessa entrevista foram:

  • Dificuldade de estar trabalhando com últimas tecnologias do mercado, incluindo o uso de Kits de desenvolvimento que facilitam a vida do engenheiro
  • Disponibilidade de semicondutores no mercado Brasileiro
  • Tempo para importar x Time to Market
  • Impostos para importar
    • DSI (despacho simplificado de importação – 100% imposto) e DI (despacho de importação)
    • Princípio da similaridade
      • Alto imposto para fabricar no Brasil.
    • DI = Radar, despachante em um valor de 10k de mercadoria ~ 20% ou 20k ~ 10%. Toda Start-up tem 10k para gastar em APENAS em semicondutor?
      • Tempo de importação? Estoque significa dinheiro parado, certo?
  • Investimento do governo em P&D.
    • Finep
    • CNPQ Pesquisador
    • PADIS e PPB, Processo Produtivo Básico. E o tempo envolvido para consseguir PPB por cada produto?
    • E para pequenas empresas? Micro e pequenas empresas geram mais de metade dos empregos (30 – 01 – 13).Um estudo do Sebrae, em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), aponta que as micro e pequenas empresas brasileiras são responsáveis por 52% dos empregos formais no país, representando 40% da massa salarial. Os dados fazem parte da MPE Indicadores – Pequenos Negócios no Brasil.
    • http://dialoga.gov.br/
  • Governo quer que as empresas exportem, mas como vamos competir no mercado internacional assim? Nós temos que ser mais que bons, nós temos que ser Super-Heróis.

Veja o vídeo completo abaixo.

Gostaria de agradecer ao Bruno por sua disponibilidade e por sua empresa, por acreditar nessa nova iniciativa do Embarcados, o site Embarcados Innovation.

By | 2017-01-27T23:08:05+00:00 setembro 2nd, 2015|Entrevistas|4 Comments

About the Author:

Sou mestre em Engenharia Elétrica pelo Rochester Institute of Technology e atualmente atuo como Diretor de Marketing do Embarcados, website brasileiro de sistemas eletrônicos iniciado em 2007. Minha paixão por sistemas digitais e circuitos eletrônicos me proporcionou experiência ao trabalhar por 16 anos com desenvolvimento de produtos eletrônicos. Nos Estados Unidos fui fundador de uma startup de tecnologia chamada Una, onde trabalhei por 8 meses, sendo acelerado e incubado por um programa especial de Startups no RIT. Ao final, recebemos um prêmio de melhor startup do programa. Sou co-fundador do Embarcados Innovation, site que promove a criatividade, o desenvolvimento de ideias e empreendedorismo no campo de sistemas eletrônicos no Brasil. Sou um dos responsáveis pela Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, onde escrevo regularmente artigos sobre redução de resíduos.

  • gabiagustini

    sensacional, Thiago! Faz uma série entrevistando todos os makers do Brasil perguntando como cada um importa seus componentes? Acho que isso pode ser super importante para todo mundo trocar dicas, experiências e ainda chegarmos num entendimento propositivo de que políticas públicas precisamos para melhorar isso. Parabéns mais uma vez e beijo grande,

  • gersonroj

    No Brasil dos últimos anos, mal administrado por políticos TOTALMENTE incompetentes é fácil observar o TOTAL desinteresse pela Indústria Nacional, e pela Indústria de eletrônicos em particular.
    Dificultar e encarecer a importação de componentes eletrônicos é apenas a ponta do Iceberg !
    Basta ir pra qualquer pais pobre vizinho aqui na América do sul onde existe incentivo abertura para importação, uma vez que não são produtores assim como o Brasil, para ver como eles tem uma miríade de facilidades e componentes ao fácil acesso nas esquinas.
    Pior que barrar ou dificultar a importação, parece haver um interesse que permaneçamos na “idade da pedra”, não sei ao certo quem lucra com isso, chineses, americanos, japoneses ou será os próprio políticos que andam com bolsos cheios de propinas.
    Fato é, que viajar pra Tókio é ir pro futuro ! lá vamos ver coisas que nunca veremos por aqui, pois quando chegar daqui a 100 anos já estaremos mortos !
    Sempre gostei da eletrônica, mas é desmotivador pensar em qualquer inovação e/ou comercialização aqui no Brasil ! no EUA também a comercialização é feita pela fabricação na China, mas os protótipos são fabricados facilmente por lá ! basta abrir um catalogo de lá para os olhos brilharem ! isto digo de um catalogo que abri 40 anos atrás, quando sequer havia computador PC ou Apple, e lá já vendiam o kit do z80 pra montar em casa ! me sinto como um neandertal, vivendo na caverna Brasil, quando olho para os catálogos daquilo que é o futuro lá fora, ao alcance da mão !

    • Euclides Rezende

      100% contigo. Penso e sinto a mesma coisa. Se levarmos em conta o quanto representa de dinheiro deixar aberto e barato as fronteiras para que possamos obter componentes e conjuntos para desenvolvermos o que precisamos para o mercado local….

  • Rodrigo N. Hernandez

    É uma grande ilusão: Dificultar o acesso a insumos com a prerrogativa de incentivar a produção nacional e por outro lado sem qualquer investimento em tecnologia. Nossa tecnologia em semicondutores (em termos industriais), data da década de 70. Considerando todos os aspectos (inclusive nosso “custo Brasil”). Para que algum produto de consumo de massa tenha sucesso no mercado interno (esquece mercado externo, estamos fora): 1-> Não utilizar tecnologias de ponta pois o preço final do produto não terá mercado, não será competitivo. 2-> Utilizar sempre tecnologias de gerações passadas com aproveitamento máximo, sem margens de conforto no design do produto. Em suma, estamos muito atrasados.

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